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ASTM B117 Salt Spray Testing Guide: Requisitos, Câmara e Critérios de Aceitação
A ASTM B117 padroniza o ensaio de névoa salina contínua, mas não define duração nem critério de aprovação. Este guia percorre os parâmetros que precisam de registro em cada corrida, o posicionamento correto dos corpos de prova e a diferença em relação à ISO 9227 e à ASTM G85.
O que a ASTM B117 cobre — e o que fica fora do escopo
A ASTM B117 padroniza o ensaio de exposição contínua à névoa salina. Ela fixa aparelhagem, solução, temperatura, taxa de deposição e procedimentos de operação da câmara. Não fixa duração do ensaio, nem critério de aprovação ou reprovação — esses itens vêm da especificação do produto, do desenho ou do contrato. Confundir os dois papéis é a origem mais comum de laudos contestados.
Este ASTM B117 Salt Spray Testing Guide trata a norma como ferramenta de controle de qualidade e de qualificação de processos. O ensaio é acelerado e contínuo; ele não reproduz ciclos reais de molhagem, secagem e radiação UV. Para previsão de vida útil, use normas cíclicas.
Parâmetros que precisam de registro em cada corrida
Na prática, este ASTM B117 Salt Spray Testing Guide funciona como checklist de operação: cada grandeza abaixo deve aparecer no relatório da corrida, com método de medição e instrumento identificados.
Solução salina, pH e água
A solução é preparada com 5% ± 1% de cloreto de sódio em massa, dissolvido em água com pureza controlada (ASTM D1193, Tipo IV, no mínimo). O sal não deve conter mais de 0,3% de impurezas totais, com limites específicos para iodeto, cobre e níquel — contaminantes metálicos alteram a corrosividade do meio.
O pH é medido na solução coletada após a nebulização, não no reservatório: faixa de 6,5 a 7,2 a 25 °C. Ajustes são feitos com ácido clorídrico ou hidróxido de sódio diluídos. A densidade da solução preparada fica entre 1,025 e 1,040 a 25 °C.
Temperatura, névoa e taxa de deposição
A câmara opera a 35 °C ± 2 °C. Variantes ácidas, como as descritas na ASTM G85, usam 49 °C ± 2 °C. A névoa não pode incidir diretamente sobre os corpos de prova: ela é distribuída por atomizadores e coletada em funis posicionados dentro da câmara.
A taxa de deposição deve ficar entre 1 e 2 mL/h por 80 cm² de área de coleta horizontal, medida em coleta contínua de pelo menos 16 horas. Sem essa medição, não há evidência de que a câmara produz névoa na intensidade correta — e o resultado perde validade comparativa entre laboratórios.
Preparação e posicionamento dos corpos de prova
Limpe a superfície sem abrasivos que alterem o acabamento. Remova óleos e resíduos de processo com solvente adequado e seque. Suportes e ganchos devem ser de material inerte — plástico, vidro ou náilon — para não introduzir contaminação iônica no ensaio.
A orientação padrão é de 15° a 30° em relação à vertical, com a face de interesse voltada para a névoa. Corpos de prova não podem se tocar nem gotejar uns sobre os outros. Identifique cada amostra de forma que a marcação sobreviva à exposição.
Inclua cupons de referência de aço ou de material conhecido para verificar a corrosividade da câmara ao longo do tempo. Deriva de resultado nos cupons de referência indica problema de operação, não variação do produto ensaiado.
Avaliação de resultados: a norma não define o critério
A ASTM B117 não classifica aparência. A avaliação vem de normas complementares: ASTM D610 para grau de ferrugem, ASTM D714 para empolamento, ASTM D1654 para grau de falha em revestimentos pintados, ou as escalas da ISO 4628. Defina antes do ensaio qual escala será usada, quem avalia e como bordas e riscos serão tratados — corrosão a partir de corte é comum e precisa de regra explícita.
Registre o tempo até o primeiro sinal de corrosão, a extensão e a distribuição dos defeitos. Fotos padronizadas, com iluminação e distância fixas, reduzem disputa entre laboratório e cliente na hora da aceitação.
ASTM B117, ISO 9227 e ASTM G85: como escolher
A ISO 9227 é a referência internacional equivalente e traz três variantes: NSS (névoa salina neutra), AASS (acética) e CASS (acética com cobre). A ASTM G85 reúne ciclos ácidos e alternados. Se o cliente europeu cita ISO 9227, não substitua automaticamente por ASTM B117: as condições são próximas, mas a rastreabilidade documental é diferente.
Para produtos embalados ou conjuntos que serão transportados, o ensaio de névoa salina não substitui a sequência de vibração, queda e compressão da ASTM D4169 — são riscos distintos e exigem evidências distintas.
Registros, certificados e rastreabilidade
O relatório de ensaio deve permitir reconstruir a corrida: identificação e calibração da câmara, data e duração, concentração e pH medidos, temperatura, taxa de deposição, posição das amostras, cupons de referência e critério de aceitação aplicado. Sem isso, o laudo não sustenta uma auditoria de cliente ou de organismo certificador.
Quando o ensaio faz parte da qualificação de um material metálico, a documentação da norma do material base entra na mesma pasta. Vale consultar o guia sobre ASTM Material Test Certificate Requirements e, para aços estruturais, os limites de composição química da ASTM A36 e os requisitos de resistência à tração da ASTM A36. Para produtos embalados, veja o guia de cronograma de ensaios de distribuição da ASTM D4169.
Erros frequentes em auditorias
- Usar água de torneira ou sal com contaminantes acima do limite permitido.
- Medir pH no reservatório em vez da solução coletada após nebulização.
- Não medir a taxa de deposição em nenhum momento da corrida.
- Posicionar amostras na horizontal ou fora do ângulo especificado.
- Declarar "aprovado" sem critério de aceitação definido por escrito.
- Tratar ASTM B117 como ensaio cíclico e extrapolar vida útil em anos.
Trate este ASTM B117 Salt Spray Testing Guide como roteiro de operação: se cada parâmetro acima tiver registro, o ensaio é defensável e comparável entre lotes, fornecedores e laboratórios.
Fatos principais
Afirmações legíveis por máquina extraídas das fontes acima. Cada fato mantém o mesmo identificador nas seis versões de idioma.
ASTM B117-19
Édition de référence de la pratique normalisée ASTM B117
ID do fato:
B117-EDITION5 % ± 1 % NaCl
Concentration massique de la solution saline
ID do fato:
B117-NACL6,5 – 7,2
Plage de pH de la solution collectée, mesurée à 25 °C
ID do fato:
B117-PH35 °C ± 2 °C
Température de la chambre dans la zone d'exposition
ID do fato:
B117-TEMP1 – 2 mL/h par 80 cm²
Débit de collecte du brouillard par unité de surface
ID do fato:
B117-COLLECT15° – 30°
Inclinaison des éprouvettes par rapport à la verticale
ID do fato:
B117-TILT24 h; 48 h; 96 h; 168 h; 240 h; 480 h; 720 h; 1000 h
Durées d'exposition couramment spécifiées
ID do fato:
B117-DURATIONS83 – 123 kPa
Plage indicative de pression d'air de l'atomiseur
ID do fato:
B117-AIR
Perguntas frequentes
A ASTM B117 define por quanto tempo o ensaio deve durar?
Não. A norma padroniza aparelhagem, solução e condições de operação, mas a duração é definida pela especificação do produto, pelo desenho ou pelo contrato. Durações típicas citadas em especificações vão de 24 h a 1.000 h, sem que a ASTM B117 determine um valor.
Qual é a concentração e o pH da solução na ASTM B117?
Solução de 5% ± 1% de cloreto de sódio em massa, em água com pureza controlada. O pH da solução coletada após nebulização deve ficar entre 6,5 e 7,2 a 25 °C, com densidade entre 1,025 e 1,040 a 25 °C.
ASTM B117 e ISO 9227 são equivalentes?
São próximas, mas não idênticas. A ISO 9227 traz as variantes NSS, AASS e CASS em um único documento; a ASTM B117 descreve o ensaio contínuo neutro. Se o cliente cita ISO 9227, mantenha a referência citada para preservar a rastreabilidade documental.
O ensaio de névoa salina prevê a vida útil do revestimento?
Não de forma direta. A ASTM B117 é um ensaio acelerado e contínuo, usado para controle de qualidade e qualificação de processos. Para estimativa de durabilidade em exposição real, normas cíclicas como a ASTM G85 ou a ISO 16701 são mais adequadas.
Quais registros o laboratório deve entregar junto com o laudo?
Identificação e calibração da câmara, data e duração, concentração e pH medidos, temperatura, taxa de deposição, posição das amostras, resultado dos cupons de referência e o critério de aceitação aplicado com a escala de avaliação utilizada.
Fontes e licenciamento
Cada afirmação deste artigo remete às fontes listadas abaixo. Os links abrem diretamente no editor.